quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Jornal da Prefeitura - São Sebastião


Centenas de pessoas prestigiam o VII Batizado de capoeira em Juquehy
O 7º batizado de capoeira que aconteceu na praia de Juquehy, situada na Costa Sul de São Sebastião, reuniu centenas de pessoas no sábado, dia 15, na quadra de esportes. O evento foi uma realização da Associação Cultural Areia Canta, que desenvolve trabalho com crianças carentes nos bairros de Juquehy e Barra do Una, e contou com apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria de Esportes (Seesp), comerciantes locais, Samju (Sociedade Amigos de Juquehy) e do vereador José Reis.
Ao todo foram batizadas cerca de 70 pessoas entre crianças e adultos, além da troca de cordão.
Segundo o mestre do grupo, Edimilson Garrossini Prado, o Tozinho, a festa foi bem estruturada e rendeu vários elogios da comunidade e dos capoeiristas que vieram das cidades de Jundiaí, Campinas, Americana, Santos, Guarujá, Indaiatuba, entre outras. Ele também disse que, pelo menos, 85% dos objetivos da associação foram alcançados com o evento. Uma delas foi conseguir trazer e envolver as crianças que moram no morro (áreas irregulares e congeladas pela Prefeitura) na capoeira. “O pessoal ficou bem animado com a qualidade do trabalho e agora temos que dar continuidade para melhorar cada vez mais”, afirma.
Para o recepcionista Valdemir José Barbosa, 35 anos, morador de Juquehy e que tem um casal de filhos que recebeu o primeiro cordão, o projeto é muito bom. “Em primeiro lugar é válido pelo esporte e, em segundo, porque vejo como um meio de educar e de facilitar o entrosamento das crianças na sociedade”, avalia. A iniciativa, de acordo com Barbosa, também é uma maneira de evitar com que as crianças fiquem na rua e tenham contato com a violência e as drogas. “Quem lucra com isso somos nós, os pais, os nossos filhos e a sociedade. Isso também é um incentivo para ser alguém na vida”, acrescenta.
“Acho a capoeira muito legal porque os praticantes fazem bastante exercício e é uma forma de defesa”, opina a dona de casa Alípia Gouveia, 51 anos, que tem uma filha de 10 anos no projeto.
As crianças envolvidas na capoeira também elogiaram o trabalho da associação, que é ligada a Capoeira Coquinho Baiano e tem como instrutor o capoeirista Jocimar Jesus da Silva. “A capoeira é muito legal porque aprendemos um monte de coisas como respeitar os outros”, fala Hercules das Silva, 9 anos, que pratica a modalidade há um ano.
O trabalho é desenvolvido no bairro há mais de uma década e aos poucos foi atraindo muitos jovens e crianças

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